sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ovos e Bacon tornam os bebês mais inteligentes!!!


Cientistas da Universidade da Carolina do Norte descobriram um micronutriente, a colina, que auxilia no desenvolvimento de partes do cérebro do bebê ligados à memória e ao reconhecimento, enquanto eles ainda estão na barriga das mães. O estudo, feito em ratos, comprovou que havia diferenças genéticas no cérebro daqueles que que receberam grande quantidade deste nutriente. Outros alimentos, que contém essa substância, também deixam os bebês mais inteligentes como o leite, nozes, fígado e frango.


Nova Escola Especial

Baixos salários, desvalorização social e más condições de trabalho. De acordo com os resultados do estudo da Fundação Victor Civita, esse conjunto de fatores afasta a maioria dos alunos que em algum momento chegou a pensar em se tornar professor

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Sim, o professor é fundamental para a sociedade e exerce um trabalho importante, nobre, gratificante e de muita responsabilidade. Mas, não, obrigado, não queremos ir para a sala de aula. É isso que diz a maior parte dos jovens brasileiros hoje. O trabalho é mal remunerado e o docente é confrontado pelos alunos, esquecido pelo governo e desvalorizado pela sociedade. Na pesquisa da Fundação Victor Civita (FVC) e da Fundação Carlos Chagas (FCC), apenas 2% dos estudantes do terceiro ano apontaram a Pedagogia ou algum tipo de Licenciatura como primeira opção de carreira.

Esse resultado bate com o panorama dos maiores vestibulares do país. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2009, Pedagogia, Licenciaturas e outros cursos ligados à formação de professores têm uma relação candidato/vaga bastante desfavorável (como mostra o gráfico abaixo). O maior vestibular do país, promovido pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), oferece 109 opções de cursos. E a graduação em Pedagogia no campus de São Paulo está na 90ª posição – no de Ribeirão Preto, é ainda pior: 92ª. Licenciaturas e disciplinas da Educação Básica são ainda menos procuradas pelos jovens (confira o ranking abaixo).

O estudo da FVC/FCC revela outro dado interessante. Os pesquisadores perguntaram aos 1.501 alunos entrevistados na parte quantitativa da análise se em algum momento do processo de escolha profissional eles haviam cogitado trabalhar como professor – e 32% responderam que sim. Porém quase todos logo descartaram a ideia. A questão voltou a ser abordada nos grupos de discussão, gerando reações que iam da surpresa ao riso. Como explica Ivan*, que estuda numa escola particular em Campo Grande: “Já pensei em ser professor, só que desisti rápido. Não tenho essa vocação, essa habilidade”. Nas palavras de Carlos*, aluno da rede pública de Fortaleza, “já imaginei me tornar professor de Inglês, mas foi só por um momento”.

Prestou, passou

Na média das universidades brasileiras e no maior vestibular do país, a relação candidato/vaga dos cursos de Pedagogia e Licenciaturas é uma das mais baixas.

Fonte: Censo da Educação Superior 2009.
Fonte: Censo da Educação Superior 2009.

Fonte: Fuvest 2010.
Fonte: Fuvest 2010.

* Ao longo deste especial, os nomes dos alunos ouvidos pela pesquisa foram trocados para preservar a confidencialidade do estudo. Os jovens que aparecem nos depoimentos em destaque são identificados normalmente, pois foram entrevistados pela equipe de NOVA ESCOLA.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Siesta faz bem ao aprendizado


Agora você pode tirar aquele cochilo no sofá depois do almoço sem culpa: uma pesquisa feita por cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley e apresentada domingo mostrou que o hábito estimula a aprendizagem. Uma hora de cochilo de dia pode restaurar e até ampliar os processos cognitivos, levando a aprendizagem para além de onde estava antes.

Por outro lado, quanto mais horas permanecer acordado, mais preguiçoso fica o seu cérebro. Para ter uma idéia de como o sono é importante, ficar uma noite sem dormir diminui a sua capacidade de armazenar novas informações em mais ou menos 40%. É que, quando você dorme, libera espaço para novas informações, limpando a memória de curto prazo. Matthew Walker, um dos autores da pesquisa, ilustrou bem: “É como se a caixa de entrada de e-mails estivesse cheia e, até que seja limpa, por meio do sono, não será possível receber mais mensagens”. Agora os pesquisadores querem ver se a diminuição do sono com a idade está relacionada à redução da capacidade de aprendizagem.

A história do mundo em 3 minutos

Quer ver a história do mundo resumida em três minutos?
Dá uma olhada nesse vídeo, que é o trabalho final de Jamie Bell, do Reino Unido. Esse é o trabalho final para um curso de arte e foi todinho feito a caneta em 2100 páginas. Para terminar isso, Jamie levou cerca de três semanas.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Para onde vai a geração Y

Quando li a postagem do Gilberto sobre as características da geração Y e o processo de ensino-aprendizagem, lembrei de uma reportagem da ZH que li há algum tempo. Ela vai mais adiante e comenta sobre como as empresas de hoje estão vendo os profissionais dessa geração, apontando características, as quais podemos (devemos) levar em consideração quando planejamos nossas aulas.
Ora, se o mercado de trabalho está se adaptando a essa geração, inclusive criando novas profissões e abordagens, a sala de aula também deve mudar... O professor deve mudar sua abordagem. Encerro de maneira aberta, para que cada um que ler o artigo nos links abaixo tire suas próprias conclusões e comente aqui!

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2794290.xml&template=3898.dwt&edition=14014&section=1033


Aproveito que um link estava com problemas e coloco a reportagem sobre a educação da geração Y (ZH - X da educação - 22/02/10)




Abração,
Leonardo De Boita
"2011 - Ano Internacional da Química"

Zygmunt Bauman


Zygmunt Bauman é um dos mais importantes sociólogos de nossa época.
Autor de textos ácidos e bastante críticos sobre a maneira como o ser humano tem tratado as relações com os outros seres humanos, Bauman tem que ser lido, estudado e debatido, principalmente por nós, educadores.
A Cooperativa dispõe de alguns de seus livros, outros eu mesmo tenho para quem quiser emprestado.
Abaixo, alguns trechos de uma resenha minha sobre Amor Líquido, um de seus livros mais legais.



Vivemos tempos difíceis.
E complexos.
A globalização abriu a Caixa de Pandora e o homem moderno se perdeu no meio das possibilidades.
Ansioso por relacionar-se, em meio a uma torrente de oportunidades, perdeu a noção do valor dos sentimentos e dos laços afetivos.
A cultura do descartável facilita esse descaminho. Tudo em nossa sociedade é instantâneo e substituível. Por que, num mundo de tão furiosa massificação, os relacionamentos amorosos fugiriam dessa regra?
Em Amor Líquido, Zygmunt Bauman disseca, através de uma visão crítica, a fragilidade das relações, utilizando-se de um texto sério, sem ser sisudo e também sem levá-lo a um cientificismo desnecessário, deixando claro que seu livro não tem por objetivo compreender o amor em seu âmago ou sua gênese, mas, sim, considerar seus efeitos e as mutações na forma de vê-lo ao longo destes últimos tempos.
E o seu olhar perturba o leitor, pois o coloca diante de um espelho e o faz enxergar cicatrizes que se procura esconder ou, ao menos, disfarçar. Bauman não tem pena nem receio de apontar a ambigüidade do “líquido cenário da vida amorosa”, que oscila entre o céu e o inferno. Pois, ao mesmo tempo em que tudo fazemos para fugir da solidão, não queremos vínculos permanentes, porque não há a certeza de que faremos a escolha certa, de que a pessoa que partilhará do nosso dia-a-dia não nos fará sofrer, ou ainda, de que estando comprometido com esta, não estaríamos abrindo mão de outra, ainda melhor, com mais qualidades que nos tornaria ainda mais felizes, ou mais satisfeitos. Não se quer desperdiçar tempo nem energia em uma relação que possa não trazer resultado algum. O que se quer é, com o mínimo de esforço, o máximo de satisfação. A fórmula testada e aprovada é bem-vinda, mas mesmo esta, não é garantida.

“E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados, receitas testadas, garantias de seguro total e devolução do dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a “experiência amorosa” à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas estas características e prometem o desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultado sem esforço.”

As relações nos dias de hoje acabaram se transformando em um meio termo entre amor e desejo. Há uma liberdade de encontro e compromisso. Isso possibilita que se esteja conectado a alguém, mas não fechado para a possibilidade do novo.
Bauman compara o relacionamento pós-moderno a um Shopping Center, onde, comprovadamente, não se compra por desejo, mas por impulso. As relações, então, seriam as mercadorias, prontas para serem consumidas e descartadas. Se estas apresentarem algum defeito, ou não satisfizerem o cliente serão trocadas por outras, melhores.
Desejo e amor necessitam ser cultivados, retardando assim a satisfação. Um sacrifício hercúleo para um ser de uma sociedade consumista, regida pela rapidez.
Nunca houve tanta liberdade na escolha de parceiros, nem tanta variedade de modelos de relacionamentos, e, no entanto, nunca os casais se sentiram tão ansiosos e prontos para rever, ou reverter o rumo da relação. Também é comum a preferência por um relacionamento virtual a um real, pois este pode ser rompido com um clic no mouse do computador sem que haja culpa por ter se agido assim, diferente de um rompimento ao vivo onde o sofrimento passa a ser explícito e, portanto, indesejado.
Bauman faz, também, uma análise detalhada do papel do sexo. Utilizando uma afirmação de Lévi-Strauss, defende que “o encontro dos sexos é o terreno que a natureza e a cultura se depararam pela primeira vez. E, além disso, é o ponto de partida para qualquer cultura, a origem de toda cultura.” , mas também observa que, nos dias de hoje, o sexo é banalizado, “tornou-se o modelo alvo/ideal predominante da parceria humana.”.
Se antes o sexo coroava o amor, hoje ele está desvinculado quase em sua totalidade desse sentimento. A atividade sexual passa cada vez mais cedo a fazer parte da vida humana e isso não acontece impunemente, os laços dos relacionamentos, a partir disso, já nascem frouxos. Há uma busca constante pela satisfação sexual (ou ampliação dela) e quando a qualidade decepciona, busca-se a solução na quantidade. Isso interfere também no formato e nas características das famílias, criando novos graus de parentescos, ou ainda, famílias incompletas, destituídas de pai ou mãe, ou ainda, com dois pais ou duas mães. Um filho de “ponte entre a mortalidade e a imortalidade da família” passou a ser um “objeto de consumo emocional”. Esse mesmo sexo caminha para a direção contrária do relacionamento. É absurdamente comum a quantidade de pessoas que buscam a satisfação de seus instintos sexuais através da internet, terreno seguro para se experimentar toda e qualquer fantasia imaginada, sem correr risco nenhum. É possível contatar-se com pessoas de todas as partes do mundo e dividir com elas instantes prazerosos, ainda que líquidos, sem preocupar-se com doenças sexualmente transmissíveis ou com o risco de envolvimento emocional indesejado.

“Terminar quando se deseje – instantaneamente, sem confusão, sem avaliação de perdas e sem remorsos – é a principal vantagem do namoro pela internet. Reduzir riscos e, simultaneamente, evitar perda de opções é o que restou de escolha num mundo de oportunidades fluidas (...) e o namoro pela internet, ao contrário da incômoda negociação de compromissos mútuos, se ajusta perfeitamente (ou quase) aos novos padrões de escolha racional.”

Bauman fala, ainda, sobre a dificuldade de amar o próximo: “A invocação de ‘amar o próximo como a si mesmo’ é um dos preceitos fundamentais da vida civilizada. É também o que mais contraria o tipo de razão que a civilização promove: a razão do interesse próprio e da busca da felicidade.” Como amar um próximo que não demonstra a menor consideração por nós? Há um mundo competitivo lá fora, uma selva onde o predador está à espreita, e não há indícios de que o estranho a quem devemos amar vai devolver esse sentimento ou, ao menos, demonstrar o alguma consideração por ele.
Há uma máxima que diz que para amarmos os outros é preciso primeiro amar-se a si. Bauman define esse amor próprio como “a necessidade de ser amado, pois a recusa do amor – a negação do status de objeto digno de amor – aumenta a auto-aversão. O amor próprio é constituído a partir do amor que é nos oferecido por outros” , ou seja, para amar é preciso se amar e para se amar, é preciso ser amado.
O autor não esconde seu pessimismo com relação ao futuro.
E tudo por que somos incapazes de constituir vínculos sólidos uns com os outros.
Fomos perdendo o interesse na qualidade das relações, no verdadeiro sentido da palavra amor.
São tempos difíceis e complexos, que gerarão outros tempos ainda mais difíceis e complexos para os que virão depois de nós se não houver uma profunda reflexão do nosso papel enquanto indivíduos e enquanto grupo em nossa sociedade. Colocar o dedo na ferida faz com que tenhamos a certeza de que ela existe e precisa ser tratada se desejarmos curá-la.
Zygmunt Bauman coloca o dedo na ferida e nos faz pensar.
O espelho está aí, basta olhar e ver nosso verdadeiro reflexo.
Olhemos.

Gilberto Fonseca

Alunos digitais, escolas analógicas

22 de fevereiro de 2010 | N° 16254
VOLTA ÀS AULAS
Alunos digitais, escolas analógicas

A maior parte das escolas privadas do Rio Grande do Sul dá a largada hoje para mais um ano letivo. O Sindicato das Escolas Particulares do Estado (Sinepe) calcula que mais de 400 mil estudantes retornem às salas de aula. Neste início de ano, especialistas em educação fazem um alerta: a escola precisa mudar para acompanhar o ritmo da chamada geração Y.

Confira como professores, pais e alunos podem encarar juntos este desafio

Se um estudante do século 19 voltasse às aulas hoje, como boa parte dos alunos gaúchos, provavelmente se espantaria com o comportamento dos colegas e com a parafernália eletrônica que carregam nas mochilas, mas reconheceria de longe a sala de aula: o quadro negro, as fileiras de classes e a figura do professor à frente da turma lhe pareceriam muito familiares. Enquanto a geração do século 21 nasce plugada e desafia os modelos tradicionais de educação com inéditas formas de pensar e de aprender, a escola que se propõe a ensiná-los pouco se modernizou nesses dois séculos.

Diante do choque inevitável entre alunos digitais e um modelo de ensino analógico, especialistas alertam para um momento de ruptura: se quiserem continuar cumprindo seu papel, as instituições de ensino precisam se reformular. E para isso não adianta apenas investir em laboratórios de informática. É necessário repensar desde a maneira de se relacionar com os alunos até a geografia da sala de aula. Em vez de taxar os alunos de inquietos ou desinteressados, é preciso investigar o porquê dessa aparente apatia.

– Isso que a gente chama de indisciplina, desinteresse, apatia deve ser um motivo para mexer na qualidade da aula. Essa geração fuça, mexe, pluga, implode a escola que tem o modelo de aula dos séculos 18, 19 – adverte o professor e pesquisador Adriano Nogueira, que trabalhou com Paulo Freire e assina com ele diversos livros sobre educação, entre eles Que Fazer? – Teoria e Prática em Educação Popular.

Chamados de geração Y por sociólogos, os nascidos depois de 1980 são identificados por uma inquietação permanente, alimentada pela crescente velocidade das redes a que estão conectados. As mudanças são tão aceleradas que já há quem identifique uma geração Z. Segundo o pedagogo e conferencista Hamílton Werneck, autor de livros como Se Você Finge que Ensina, Eu Finjo que Aprendo, ela seria formada pelos nascidos depois de 1994.

– A Z é uma espécie de geração Y mais turbinada, está muito mais conectada no cyberespaço, e a escola está ficando para trás. O problema é que esses alunos também sofrem os efeitos da dispersão. Eles começam pesquisando sobre o Delta do Rio Parnaíba na internet, entram num link sobre o delta do Nilo, daqui a pouco já estão lendo sobre a última pesquisa do DNA de Tucancamon e não fizeram a pesquisa original. A escola tem um papel importante nessa mediação, ajudando a discernir informação – diz Werneck.

Para Paulo Al-Assal, diretor-geral da Voltage, agência de pesquisa especializada em tendências, com sede em São Paulo, um dos problemas da escola atual é que ela mata a criatividade, ao padronizar alunos em seu modelo fabril. E a criatividade é justamente a principal exigência do futuro.

– Minha filha de oito anos assiste Discovery, Geographic Channel, acessa multiplataformas. Aí vem a professora no primeiro dia de aula e diz: “a pata nada”. Em seu formato atual, a escola mata a criatividade – critica Al-Assal.


Gilberto Fonseca

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Arriscar-se

Hoje pela manhã, resolvi atualizar os e mail e me deparei com o NOSSO blog!
Pensei.... bem vou arriscar e ver se consigo inaugurá-lo com um post.
Acredito que este meio agregará muito em nossa prática e convivência, essa de um jeito diferente como "blogueiros".
Sou muito feliz por fazer parte desta equipe!
Bom início de ano e que venham os nossos alunos....Com carinho
Ale